Brincar é importante?

” Brincar é a forma mais sublime de descobrir.”

Albert Einstein

Atualmente é inegável a importância do brincar no desenvolvimento global da criança . Cada vez mais as crianças ocupam os seus dias com tecnologias, trabalhos de casa ou atividades extra-curriculares que os impedem de ter tempo livre para brincar. Os pais preocupam-se que os filhos estudem e tenham boas notas, desvalorizando a importância de brincar. Mas será que as crianças deveriam ter tempo reservado para brincar?
Brincar não é apenas uma forma divertida de passar o dia, desempenha um papel importante em várias áreas como na socialização, cooperação, trabalho de equipa, autoconhecimento, auto-estima e autocontrolo, atenção, raciocínio, resiliência, saúde emocional, criatividade e imaginação, limites e regras. Sendo deste modo um método fundamental no desenvolvimento da motricidade, afetividade e cognição. A brincadeira pode ter várias faces, sendo através da brincadeira e de atividades lúdicas , como os jogos, que a criança atua nas diferentes situações, elaborando conhecimentos, significados e sentimentos.  Brincar não significa apenas ocupar os tempos livres, mas permite criar contato com o mundo físico e social.   Deste modo os benefícios são inúmeros e como tal é muito importante que a criança durante o seu dia tenha tempo reservado para a brincadeira.

O papel dos adultos no brincar?

Os adultos apresentam extrema importância no brincar, pois cabe a estes estimularem a imaginação das crianças e estabelecer regras e limites. Os adultos devem participar nas brincadeiras com a criança, pois é uma maneira eficaz e única de reforçar laços afetivos.

É importante referir que o Brincar é essencial na formação e desenvolvimento do ser humano, uma vez que permite aprendizagens em vários níveis bem como potencializa as relações sociais.

A Psicomotricidade e o Brincar?
A Psicomotricidade utiliza atividades lúdicas de modo a que a criança crie o seu próprio processo de aprendizagem . Utiliza o jogo e o brincar como meio de trabalho para potencializar as competências da criança de forma divertida e específica, criando um ambiente securizante e motivador para a aprendizagem.

Brincar é coisa séria porque é a brincar que se aprende!

Qual a Importância de Brincar?

Comenta se achas que brincar é importante?

Saudações Psicomotricitárias, e até a próxima!

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Dia das Mentiras – 1 de Abril

Como surgiu o Dia das Mentiras comemorado a 1º Abril ?

Dia das Mentiras
1 de Abril

O Dia das mentiras surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Desde o começo do século 16, o ano-novo era comemorado em 25 de Março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e bailes , duravam uma semana, terminando em 1º de abril. Em 1562, o papa Gregório 13 (1502-1585) instituiu um novo calendário em que o ano-novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data. Os resistentes à mudança começaram a ridicularizar esse decreto enviando aos conservadores presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra e daí para o mundo. Com o tempo, essas brincadeiras foram sendo enriquecidas, dando origem ao tradicional “poisson d’avril” (literalmente: “peixe de abril”), data em que surgem até mesmo falsas manchetes de jornal e de televisão, mentiras leves e inconsequentes que divertem as pessoas.

Exemplos de Atividades:

1 – Mito Ou Verdade? de um tema à escolha (ex: autonomia, noção do corpo, estimulação sensorial). Verbalizar diferentes frases para o utente referir quais são mito ou verdade.

2 – É verdade que… Cada utente terá de mencionar uma verdade sobre objectos/materiais presentes na sala, por exemplo, é verdade que a mesa é de cor castanho ou é verdade que estou sentado numa cadeira. O mesmo pode ser realizada para a mentira, por exemplo, é mentira que estamos no jardim.

3- Qual o mentiroso… a) Apresentar um cartão com imagens semelhantes e solicitar ao utente para identificar qual a imagem que não é idêntica às restantes. b) Apresentar um cartão com imagens de uma determinada categoria e solicitar ao utente que verbalize qual a imagem que não se enquadra na pertence à categoria.

Que acham destas 3 dicas de actividades para o dia de hoje?

Saudações Psicomotricitárias

O que é a Psicomotricidade? Para uma Estudante de Reabilitação Psicomotora

” A Psicomotricidade é uma área científica que relaciona o desenvolvimento psíquico e o desenvolvimento motor do ser humano. Trabalha simultaneamente e de forma integrada as funções cognitiva, psíquica, linguística, emocional, social e motora.

Para a psicomotricidade o corpo, o movimento e a ação são os elementos básicos do conhecimento e da compreensão do mundo.

O movimento é encarado como o pensamento em ação e é ainda o meio para o indivíduo se relacionar com o ambiente físico e social. Sendo o movimento unificador dos diferentes aspetos que formam o indivíduo (afetivos, cognitivos e da conduta), a psicomotricidade surge para desenvolver as capacidades do indivíduo (inteligência, comunicação, afetividade, sociabilidade, aprendizagem, etc.) a partir da ação corporal. Assim alterações afetivas, cognitivas ou da conduta manifestam-se a nível psicomotor.

A intervenção psicomotora atua ao longo de todo o percurso de vida e em todas as faixas etárias. A intervenção desenvolve-se numa perspetiva de prevenção, educação e reeducação/terapêutica. Intervém em problemas de comportamento, desenvolvimento, da aprendizagem, de maturação psicomotora e de âmbito psicoafectivo. Por intermédio do corpo, através do jogo, da atividade lúdica, das técnicas de consciencialização expressiva, das técnicas de expressão corporal, entre outros. “

Andresa Santos, aluna do 3ºano do 1º ciclo de estudos em Reabilitação Psicomotora na UTAD

Também és estudante de Reabilitação Psicomotora? Deixa nos comentários a tua opinião! 🙂

O que é a Psicomotricidade? Relatos de Psicomotricistas

Psicomotricidade uma palavra longa, mas será complexa?
Nada melhor do que perceber a psicomotricidade através da perspetiva de vários Psicomotricistas. Por isso decidi recolher algumas opiniões de colegas, para partilhar convosco esta terapia.

Relatos de Psicomotricistas

Pergunta: O que é a Psicomotricidade para ti?

Respostas:

“ Quando me perguntam o que o que é para mim a psicomotricidade, são vastas as definições que poderia usar para descrever esta terapia. Para mim, esta é o resultado da relação entre a motricidade, a mente e as emoções, que interagem no ser humano como um só. Por este motivo é que a psicomotricidade é muito importante porque, por exemplo, quando estamos numa fase de crescimento a motricidade, a mente e as emoções evoluem de forma equivalente e caso isso não aconteça a psicomotricidade aparece para nos ajudar a compreender o outro e a CUIDAR do individuo no seu desenvolvimento holístico, além que esta também desempenha um papel importante na prevenção. É por este motivo mais básico que me relaciono com a psicomotricidade, pois ajuda-me a criar uma relação de ajuda ao próximo, criando a melhor forma de cuidado ao individuo.”

Psicomotricista Silvia Silva , Penafiel

“A psicomotricidade, de um modo muito reduzido e não entrando na definição conceptual da mesma, utiliza o corpo como o centro de toda a intervenção, considerando que o ser humano ao longo da sua vida sofre processos de transformação. Deste modo, é uma área que se destina às diversas faixas etárias e através de objetivos precisos encontrados nas dificuldades e nas exigências base, que a população alvo possui, esta intervenção assenta numa componente lúdica e relacional, o que permite ao utente, ser estimulado mas ao mesmo tempo fornecer prazer sensório-motor, o que contribui para uma interação mais harmoniosa. Na psicomotricidade os gestos são tidos em conta: os trabalhados e os que resultam do afeto. Por isso, para mim enquanto psicomotricista a psicomotricidade, acentua tudo aquilo que considero importante numa intervenção, tornando-se imprescindível e motivadora para quem a recebe e para quem a orienta.”

Psicomotricista Catarina Martins, Guimarães

“A Psicomotricidade começou por ser uma incógnita para mim. Assim que entrei na universidade e como muitos dizem “caí de paraquedas neste curso”, tive de lidar com a situação de não ser um curso muito conhecido, de existirem poucos profissionais a trabalharem na área, e o principal neste início, de perceber o que realmente a psicomotricidade era. A verdade é que tinham passado 3 anos de licenciatura e a minha ideia sobre o curso ainda não estava definida, ainda não tinha verdadeiramente percebido o que fazemos nós de diferente de outros profissionais tais como Animadores Socioculturais e Terapeutas Ocupacionais. Acreditem, só com a prática irão realmente perceber o que fazemos, e agora que estou a estagiar, percebo a intervenção de um psicomotricista, sei que podemos ter várias semelhanças com outros profissionais, mas são pormenores que nos diferem, pormenores esses que só quem realmente intervém é que se apercebe. Continuo a não poder dizer que a Psicomotricidade é diferente, por exemplo da Terapia Ocupacional por isto ou por aquilo, porque eu tenho a certeza daquilo que faço, mas das outras áreas apenas temos ideia até as experienciarmos. Sempre me questionaram acerca desta diferença e eu ficava sem resposta, mas agora sei claramente o que dizer, se quiserem que explique a minha área estou aqui para fazê-lo, mas das outras profissões não poderei falar com clareza do que realmente se tratam. Quem melhor do que os profissionais destas áreas para o explicar? Da mesma forma, é do meu agrado poder dar-vos uma explicação breve do que o meu curso se trata. A Psicomotricidade é uma área que baseia a sua intervenção em várias populações, tais como crianças, idosos, pessoas com deficiência, entre outros, … É baseada nos 7 Fatores Psicomotores de Vítor da Fonseca que englobam vários aspetos tanto motores, como psíquicos. Para além destes, o Psicomotricista também se foca na cognição, memória, socialização, autonomia, etc., na realidade o que este profissional pretende é que exista uma intervenção o mais completa possível, com recurso ao jogo, de modo a se obterem os objetivos pretendidos. Em modo de conclusão tenho a dizer-vos que o meu curso me provocou uma montanha russa de emoções, chorei? sim chorei, tive vontade de desistir? sim tive, andei confusa sem saber se era o que realmente queria? Sim andei, mas hoje também sou muito feliz ao ver, tanto naqueles olhinhos ainda maduros como nos que já têm rugas, aquele amor que têm para dar e aquela gratidão que sentem com a minha presença. “

Psicomotricista Beatriz Almeida, Tarouca

“Dissociando a palavra PSICOMOTRICIDADE, deparamo-nos com três conceitos essenciais: PSICO + MOTRIC + IDADE. O psiquismo é entendido como o funcionamento mental composto de dimensões socioafetivas e cognitivas. A motricidade diz respeito ao movimento humano comandado por um sistema neurobiológico. A idade dá ênfase à ideia de que a Psicomotricidade atua ao longo das etapas de vida do indivíduo. As duas componentes (Psiquismo e Motricidade) funcionam numa interação constante, daí ser importante perceber que existe sempre uma associação entre ato e pensamento, gesto e a palavra e ainda emoções e símbolos e/ou conceitos. A Psicomotricidade intervém no âmbito educativo, preventivo, reeducativo e (psico)terapêutico. A sua intervenção inclui, inicialmente, uma observação e avaliação psicomotora, com a finalidade de perceber se existem dificuldades em algum fator psicomotor e, posteriormente, é elaborado um plano de intervenção. Enquanto prática profissional, podemos desempenhar funções em centros de saúde, clínicas, hospitais, centros de medicina psiquiátrica, estruturas residenciais para pessoas idosas, centros de dia, escolas. Contudo, quando me questionam sobre a Psicomotricidade, sobre o nosso papel, a sua importância, gosto de explicar que, para atingirmos os nossos objetivos motores e psíquicos em relação ao indivíduo, nunca descuramos uma parte essencial na nossa intervenção: a parte sócio-afetiva. Exemplificando com a população idosa, acho fundamental “conquistar” aquele idoso, criar uma relação de empatia e confiança através de carinho, atenção e um simples gesto, para que depois seja possível uma intervenção mais facilitadora junto desta população.”

Psicomotricista Typhanie Macedo, Vila Nova de Famalicão

“A psicomotricidade é um mundo, quando entramos nele ficamos tão completos que não conseguimos desligar-nos dele. A psicomotricidade intervém no ser humano como um todo, tendo em conta os fatores cognitivos, motores e emocionais. As sessões são planeadas conforme as dificuldades de cada utente, são pensadas nas atividades em forma de jogos lúdicos que englobam todos esses fatores referidos anteriormente. Para mim ser psicomotricista é tão gratificante, quando era mais nova sempre quis uma profissão que me permitisse ajudar de alguma forma as pessoas. Quando conheci está profissão, fiquei fascinada pelas possibilidades de intervenção e contextos tão vastos. Percebi desde então que era isto que eu queria fazer. E não é que eu tinha razão? 😊”

Psicomotricista Marilyne Pereira, Cabeceiras de basto

“O que é para mim a psicomotricidade?! Poderia colocar aqui uma definição que muito provavelmente já a devem ter lido ou se não o fizeram, aconselho a verem aqui na página do doses de psicomotricidade… Para mim, um dos maiores segredos da psicomotricidade é esconder em jogos simples e divertidos, um plano terapêutico. Eu adoro o que faço e tenho a certeza que escolhi a profissão certa! Todos os dias damos e recebemos algo genuíno, todos os dias aprendemos com os nossos utentes, dos mais pequenos aos mais graúdos, é um mundo diferente todos os dias. Acho que é uma profissão muito rica, não só pela abrangência de todas as idades, mas também pela forma como intervimos, pelo uso de metodologias diferentes. Em jeito de conclusão… Há uma frase que eu gosto muito “Se há amores para toda a vida, a psicomotricidade é um deles” e isto resume o amor que eu tenho à profissão e ao que faço. “

Psicomotricista Andreia Lopez, Oliveira de Azeméis

“A psicomotricidade consiste numa terapia ou reeducação terapêutica em que o principal mediador é o corpo e a sua expressão, que tem como objetivo promover a capacidade do indivíduo para agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo. O psicomotricista utiliza o jogo não só como facilitador para o estabelecimento da relação terapêutica, como também permite ao indivíduo que através da vivência simbólica, de momentos que possam ocorrem no quotidiano, este possa reagir de forma adequada.”

Psicomotricista Ana Martins, Arouca

“A psicomotricidade é muito mais do que aquilo que a descrição indica e do que aquilo que procuramos no Google, é muito mais do que psico e mente! A psicomotricidade para mim, é o sorriso, a superação, a conquista, a luta diária para conseguir ser e fazer melhor. É a alegria no olhar de quando alguém se apercebe que independentemente das suas dificuldades e limitaçoes foi capaz e quer todos os dias lutar e lutar para conquistar! Isso sim, para mim é a psicomotricidade, é a minha paixão.”

Psicomotricista Beatriz Pinheiro, Ribeira Grande

E para ti o que é a Psicomotricidade?

Emoções

As emoções fazem parte da natureza humana, pois o pensamento produz uma emoção, que pode ser positiva ou negativa.

Etimologicamente, a palavra emoção provém do Latim emotionem “movimento, comoção, acto de mover”.

Esta capacidade foi naturalmente desenvolvida através de milhões de anos de evolução. Como resultado, as nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. Alertam-nos das necessidades humanas naturais.

As emoções são impulsos neuronais que movem um organismo para uma acção, diante um estímulo externo. Não dependem somente das circunstâncias externas, uma vez que a personalidade e o carácter do indivíduo são factores que afectam as emoções.

De acordo com António Damásio, existem as emoções primárias e as emoções secundárias. As primárias são inatas, universais, evolutivas, partilhadas por todos e associados a processos neurobiológicos específicos. Já as secundárias são sociais e resultam de aprendizagem, tal como a vergonha.

Exemplos de emoções: tristeza, raiva, medo, alegria, satisfação …

Daniel Goleman define a Inteligência Emocional como a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.”.

Segundo Goleman, a Inteligência Emocional pode ser categorizada em cinco habilidades: Autoconhecimento, Autocontrole, Sociabilidade, Competências de Relacionamento e Tomada de Decisões com Responsabilidade. 

Autoconhecimento: Estimule a criança a identificar suas emoções/sentimentos e a nomeá-los. 

Autocontrolo: Ensine a criança a se acalmar, a se distrair em situações de medo ou raiva. 

Sociabilidade e Relacionamento: Incentive a convivência com diferentes amigos e estimule a criança a compreender as diferenças de cada um.

Tomada de decisão com responsabilidade, persistência, resiliência: Estimule a criança a se responsabilizar por seus actos e coisas desde cedo, de acordo com o grau de entendimento de sua idade.

Todos os seres humanos têm a possibilidade de melhorar e desenvolver qualquer uma das habilidades destacadas por Goleman, daí ser importante um trabalho dirigido a estimular as habilidades referidas anteriormente.

Psicomotricidade e as Emoções?

A Psicomotricidade pode ser utilizada como mediador para incentivar/ promover a criança a estimular o conhecimento e identificação de emoções, controlar emoções, incentivar a conviver com diferentes crianças e a respeitar as suas emoções , e tome decisões e se responsabilize pelos seus actos, de acordo com o grau de entendimento de sua idade. Entre outros.

As emoções devem ser trabalhadas e não suprimidas!

Exemplos de actividades para trabalhar emoções, faça download!

Emoções